quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Resenha: Ascenção e Queda dos Maias

Abaixo a resenha da resportagem da revista Nacional Geographic Ascenção e Queda dos Maias, lembrando que a formatação original fora alterada para se adequar ao blog.

Professor: Raphael Brum
Pedagogia – Sexto Período (Tarde)
Aluno: Gerson Machado de Avillez

Fogo Novo se tornou um marco para a civilização Maia onde hoje é o México. De acordo com antigas inscrições o evento de sua chegada remete ao longínquo 8 de janeiro de 378, mais precisamente em Waka, na atual Guatemala, e tão logo Fogo Novo se tornou peça chave de toda transformação ocorrida no mundo Maia do período arrastando consigo uma série de mudanças significativas ao passo da igual explosão populacional da região unindo a região que antes era feita de povoados fragmentados. Usou assim da diplomacia tanto como da força para estender os domínios forjando alianças e ampliando sua influência.
    Um povo violento o qual inúmeras guerras sucederam com matança até mesmo dos nobres de seu tempo onde até mesmo reis eram entregues a sacrifícios humanos a mando de Fogo Novo. Foram construídos na época palácios e templos que se erguiam a quase 100 metros de altura enquanto seus calendários eram os mais precisos do mundo antigo. Exímios observadores das estrelas eram capazes de prever eclipses o qual tornavam possíveis não somente a construção precisa de um calendário mas de fazer ajustes semelhantes ao dos anos bissexos. Haviam portos como o de Waka no rio San Pedro que era excelente para guardar canoas e outras embarcações menores.
    Seu comércio se estendia por uma extensa faixa territorial do sul do México ao litoral caribenho de Honduras. Os soberanos por sua vez, eram os senhores sagrados o qual conferia o poder de julgar questões religiosas e ideológicas sendo o xamã e governantes de seus súditos na guerra ou na paz. Porém, após a morte de Grande Pata de Jaguar todas as pretensões pacíficas de Fogo Novo. Morto supostamente pelos agressivos e violentos vencedores Grande Pata de Jaguar teria sido registrado na Estela 31 de Tikal. Fogo Novo assim desempenhava um papel de governador militar ampliando sua esfera de influência por um extenso território.
    Um relato do ano 800 diz que a pacífica cidade de Cancuén foi tomada pela violência onde diz-se que uma furiosa invasão fez com que se abandonasse construções inacabadas e outros utensílios pelo chão. Todo ódio dos invasores se concentrou em 31 reféns, provavelmente nobres a julgar pelas joias e adereços, provavelmente parte da família do soberano na cidade Kan Maax. Eles teriam sido levados ao pátio e mortos covardemente com lanças e espadas, por decapitação e empalhamento.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Protejo de Monografia de Gerson Avillez

Abaixo disponibilizo o projeto da Tese de Conclusão de Curso (TCC) do aluno Gerson Machado de Avillez, lembrando que a formatação original pela ABNT fora alterada a fim de melhor adequar-se ao blog.

Tema do Projeto:
A FORMAÇÃO DO ETHOS PELOS MITOS DA LITERATURA

Gerson Machado de Avillez (Turma da Tarde)
FAC-UNILAGOS
Gersonavillez46@hotmail.com

Introdução
Dos livros de Monteiro Lobato aos igualmente infantis de Ziraldo a literatura não somente internacional como a nacional está carregada de mitos que enriquecem não somente a cultura como o cotidiano escolar de crianças em todo pais, indo dos indivíduos ao coletivo, formando o modo de pensar de ambos, influenciando a cultura e a formação da personalidade do indivíduo. Os personagens icônicos destas fábulas vêm do imaginário popular de modo a transmitir a identidade de uma cultura arraigada em elementos populares que foram posteriormente cristalizados pela literatura sob forma de histórias próprias.
Monteiro Lobato é um exemplo de autor o qual utilizando-se dos mitos indígenas criou um vasto panteão mitológico em seus livros contando histórias que envolvessem personagens mitológicos destes povos nativos.
O quão importante isso se torna para a literatura não somente como forma de registro dos mitos como um modo eficaz de transmissão de valores que tornam possível a formação moral dos indivíduos tanto como do Ethos no coletivo. Ainda que no caso dessa literatura a formação seja um feedback construído a partir de uma fonte original de oralidade que são as histórias indígenas isso retorna aos leitores com histórias que transmitem ideias de conduta e comportamento, tais como cooperação e respeito mútuos, o convívio em comunidade e etc.
A identificação com os personagens demonstra uma essencialidade necessária para o qual o leitor possa melhor assimilar os valores transmitidos pelo mesmo de modo que, com a afeição e empatia, o leitor espelhe as ações dos equivalentes personagens da sociedade.
Hoje mais do que nunca isso se faz necessário mediante uma aguda crise de valores cujos elementos como individualismo e egoísmo os acentuam numa relação de unilateralidade, assim como levando a discussões de pertinência crítica a sociedade, estimulando a reflexão e o senso crítico no indivíduo.
A metodologia do estudo será bibliográfica e empírica, sendo a bibliográfica escorada em livros que se debrucem na relação dos mitos e formação moral na literatura como os livros de Marta Morais da Costa enquanto a pesquisa empírica se dará por meio da resposta de questionários por profissionais do ramo e o uso prático da literatura para o mesmo.
Este projeto de pesquisa pretende se desenvolver em três sessões. Na primeira pretendemos abordar o desenvolvimento dos mitos literários nos brasileiros, enquanto no segundo como estes mitos influenciam na formação do Ethos e, por fim, na terceira e última a prática do mesmo pelo docente o qual utiliza-se destas histórias para interceder na formação do Ethos pelo aluno.

Questões norteadoras
Buscando compreender a temática, o presente projeto de pesquisa apresenta como questões norteadoras:
    ● Como se desenvolve os mitos através da literatura brasileira?
    ● Como os mitos de literatura influenciam a formação do Ethos?
    ● Como o professor pode interceder para a formação do Ethos através da literatura?

Objetivo Geral
O Trabalho tem por objetivo levantar críticas e questões pertinentes a importância da leitura escolar para estabelecer um vínculo de relação com a formação não somente da cidadania, mas dos valores que a engloba de modo a ressaltar a importância da moral e cívica correlacionada a leitura da literatura infantil e infanto-juvenil em seu víeis filosófico a despeito da ética nas relações sociais.