Não somente pela antiguidade que representa a importância da contação de histórias que sempre se deu como fator de crucial importância cultural e social na história. Quando a oralidade era predominante a contação de histórias era a central ferramenta de transmissão de conhecimentos e cultura através dos mais velhos considerados mais sábios e responsáveis por este aprendizado.
Doravante a contação de história atestadamente apresenta valores de importância na aprendizagem e educação hoje mais do que nunca. Eficiente alternativa para a aprendizagem significativa. Poderosa ferramenta de incentivo à leitura e escrita ante o evidente déficit do docente por questões de hábito e autonomia a leitura oral de histórias em sala de aula fomenta melhor facilidade na realização de tarefas propostas em sala de aula. Estudos fomenta que esse déficit, no entanto, se dá pelo fato da dificuldade de leitura e escrita autônomas de modo a não decodificar, mas sim compreender. Assim a contação de histórias toma esse papel que originalmente é deficiente ao aluno de modo a servir como instrumento de ensino que alimente o gosto pela leitura e consequentemente a escrita tornando o discente em sujeito crítico atuante por meios das criações e fantasias propostas na história.
Se antes a contação de histórias era exclusividade da oralidade dos antigos que muitas vezes não possuíam escrita, fato correlato na pré-história, hoje sua importância transcende a si mesma à escrita e leitura.
Todavia destacasse a diferença entre ler uma história e conta-la o qual a última envolve uma série de práticas cênicas que aproximem o contador das circunstâncias criadas pela imaginação fomentando o mesmo aos alunos. Isto possibilita o crescimento criativo na compreensão da criança além de fomentar melhor gosto pelas letras em sua leitura ou mesmo na escrita. Ao docente o hábito de escutar as histórias narradas se torna uma prática muito mais que passiva, mas um ensinamento a um leitor ativo.
A contação de histórias cria esse gosto por dois fatores, a curiosidade e o exemplo provocando igualmente o prazer na criança que como ouvinte desenvolve melhor a imaginação com amor e beleza pela ampliação do poder de observação ao estabelecer uma ligação entre realidade e fantasia como paralelos. Ou seja, melhor desenvolve a capacidade de estabelecer uma leitura das entrelinhas.
Há somente benefícios que qualificam a importância da contação de histórias como desenvolver melhor capacidade de sequenciamento lógico de fatos e sentido de ordem, assim como esclarecimento ampliando o vocabulário pelo gosto literário desenvolvido pelo estímulo pela leitura em sua linguagem oral e escrita.
São inúmeros os benefícios da contação de história na vida do docente, até mesmo para o discente há benefícios evidentes. Poderíamos inúmeras a lista desses benefícios tão importantes da contação de história como melhorar a atenção do aluno, fomentando melhor o contato com seu mundo atual em que vive incentivando a reflexão assim como a experimentar e testemunhar esse mundo construindo sua própria subjetividade com a ampliação de sua visão de mundo.
A identificação do aluno com as histórias narradas, sobretudo, permite com que a experiência individual dos alunos cria vínculos de relação entre a fantasia proposta e sua realidade vivenciada de modo a dar maior realismo a contação de histórias quando utilizada em todo seu potencial. Isso torna melhor a capacidade do aluno de superar dificuldades como conflitos e medos favorecendo assim o amadurecimento numa fase em que a imaturidade é comum inclusive para enfrentar tais conflitos e medos. Assim melhor se torna apta para lidar com situações complexas que surgem no dia a dia.
Na época de brincadeiras a contação de histórias se torna um incentivo ao mesmo ao promover o estímulo a desenhar e imaginar e por meio de similar estimulo as emoções e sentimentos como a tristeza, alegria, insegurança e bem-estar tornar melhor a inteligência emocional ao fomentar melhor o autocontrole e o amadurecimento sentimental da criança de modo que elas aprendem melhor a lidar com seus próprios sentimentos.
Por fim o elo imaginário concebido pelo contador de história com o aluno é um vínculo criado entre o livro e o leitor por meio da imaginação de modo a contribuir melhor a aquisição da linguagem assim como o estimulo a observação aprimorando melhor a maneira da criança expressar-se em suas ideias e sentimentos de modo a desenvolver melhor a capacidade cognitiva do docente através do instrumento que é o livro ao transmitir assim muito mais que apenas informações, mas as ferramentas adequadas todos esses benefícios ao aluno.
A contação de história sobretudo pode ser exercida não somente pelo docente em sala de aula, mas pelos pais da criança em seu próprio convívio a exemplo das tradicionais contações de história a crianças pouco antes de dormir. Em todos os casos independente do momento em que tal pratica é exercida ela ajuda melhor a transmitir valores e morais pertinentes a forma de conduta do aluno no dia a dia, em sociedade de maneira a tornar as raízes da verdadeira cidadania responsável.
A forma considerável ideal seria que o docente trabalhasse a contação de histórias de forma lúdica, atraindo seus ouvintes que se dispersam a todo instante, para que não os enfade.
É necessário que o docente tenha uma boa entonação de voz, uma postura correta, que conheça muito bem a história e adapta-la ao vocabulário da criança, recriando com criatividade, sem perder a essência do seu encanto.
Na contação podemos transmitir valores, ética, amor e respeito ao próximo, e também a socialização entre companheiros de classe. Ela também propicia a inteligência, a sensibilidade, e a forma crítica de se universo. Podendo proporcionar um equilíbrio emocional.
A leitura compartilhada é um importante recurso, que prevê o intercâmbio de ideias, com conversas e diálogos entre professor e alunos, ouvindo a compreensão dos colegas, ajuda o aluno a buscar sentido, entender melhor o conteúdo e ampliar sua própria interpretação sobre a leitura.
A contação de histórias é um mediador no processo de alfabetização e letramento nas séries inicias.
Formas que o docente pode trabalhar a contação de históriaPode-se trabalhar pedindo a criança para confeccionar sucatas ou até personagens, aumentando o leque de conhecimentos em torno da contação.
Podemos trabalhar também com deboches, fantoches, livros, slides, diversos estímulos visuais, brinquedos, rodas, espaço favorável e inspirador, materiais sonoros, flanelógrafos, caixinhas, máscaras, fantasias e tudo o que a imaginação achar melhor.
O contador deve observar: Local, luminosidade, atenção das crianças, todo cenário e o desfecho.
Autores: Gerson Machado de Avillez e Thais Oliveira
Blog oficial da turma de 2014 de Pedagogia da Fac-unilagos, dedicado a trabalhos, dissertações e artigos.
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domingo, 16 de abril de 2017
quarta-feira, 18 de maio de 2016
A Importância da Escrita para a humanidade
Assim como o surgimento da escrita definiu o fim de um período para a humanidade, especificamente da pré-história para a história, a escrita quando aprendida na infância determina o surgimento da época em que ela começa a ter um melhor apuro do mundo a seu redor, aprimorando sua linguagem e estabelecendo melhores vínculos com suas relações interpessoais:
"Não existem relatos ou vestígios de como surgiu a linguagem humana em todas suas matizes e troncos. O que temos ideia é que pela essencialidade de trocar informações surgiu a comunicação tendo por meio a linguagem. (...) Mesmo as mais simples palavras estruturadas de modo rítmico ganham poder de alcance pela poesia que a envolvem."
(AVILLEZ, 2014, p.5 e 5)
Em todo mundo a linguagem escrita tem um papel determinante na precisão de determinados conhecimentos que antes eram apenas transmitidos oralmente, e por isso distorciam-se ao longo dos anos o que favoreceu o surgimento de mitos e mesmo deuses. A linguagem registra não somente os fatos do período com relatos ricos em detalhes como elabora seus próprios conceitos do mundo. Tornando-se uma forma muito mais precisa e segura de transmitir o conhecimento não seria exagero afirmar que o analfabetismo relega seus pares a uma pré-história do conhecimento.
Mesmo para os antigos o que estava escrito era o determinante como o que era válido e definitivo, a exemplo da lei nos dias de hoje, o que se determina é o que está escrito, o que reflete tal importância no passado até os dias de hoje.
Se epistemicamente antes não se conhecia os autores de contos populares como no livro 'atividades para o ensino da Língua Portuguesa' (DIAS, Ana Maria Ioiro, 2013) por ser dado ao empirismo o qual era a transmissão de conhecimentos apenas por oralidade, hoje os contos encontram-se cristalizados ao passarem ser escritos e assim transmitidos como ferramenta de ensino a própria língua portuguesa, como no supracitado livro.
Poder-se-ia afirmar que a epistêmica do conhecimento humano somente se tornou possível graças a escrita, pois na oralidade dados perdiam-se ou se distorciam, como a exemplo da teoria do telefone sem fio, uma brincadeira comum entre crianças. A epistêmica dá precisão ao conhecimento que sempre será cristalizado na escrita como forma de conduzir todo o mais.
Ou seja, ainda que a oralidade seja ensinada a exemplo dos contos, num meio escolar ou acadêmico sempre passará, hoje, pela escrita de modo mesmo as lendas e mitos perpetuados por contos populares passam a ser registrados a fim de estudos que levem a melhor compreensão deles.
Os contos trancosos quer sejam eles inventados ou não, perpetuam ideias vagas de uma realidade transmitida oralmente, de modo que o termo 'trancoso' serve para determinar a uma procedência por isso fantástica que confunde-se obviamente com o sobrenatural.
A escrita é o meio, mas mesmo no meio acadêmico é o ponto determinante da conclusão de uma investigação metódica como sua conclusão, das coletas de dados a opiniões delas extraídas.
Com a escrita tornou-se mais fácil o estudo da própria evolução da língua e melhor articular maneiras precisas de ensinar conseguindo detectar os mecanismos de como a língua evoluí ainda que normalmente por vias orais.
Autores
Gerson Machado de Avillez
Patrick Batista
Evandro de Andrade
Marinete Franklim
Referências Bibliográficas
DIAS, Ana Maria Iorio. Atividades para o Ensino da língua portuguesa: Vozes, 2013.
AVILLEZ, Gerson Machado. A Batalha das Palavras: Clube de Autores, 2014.
"Não existem relatos ou vestígios de como surgiu a linguagem humana em todas suas matizes e troncos. O que temos ideia é que pela essencialidade de trocar informações surgiu a comunicação tendo por meio a linguagem. (...) Mesmo as mais simples palavras estruturadas de modo rítmico ganham poder de alcance pela poesia que a envolvem."
(AVILLEZ, 2014, p.5 e 5)
Em todo mundo a linguagem escrita tem um papel determinante na precisão de determinados conhecimentos que antes eram apenas transmitidos oralmente, e por isso distorciam-se ao longo dos anos o que favoreceu o surgimento de mitos e mesmo deuses. A linguagem registra não somente os fatos do período com relatos ricos em detalhes como elabora seus próprios conceitos do mundo. Tornando-se uma forma muito mais precisa e segura de transmitir o conhecimento não seria exagero afirmar que o analfabetismo relega seus pares a uma pré-história do conhecimento.
Mesmo para os antigos o que estava escrito era o determinante como o que era válido e definitivo, a exemplo da lei nos dias de hoje, o que se determina é o que está escrito, o que reflete tal importância no passado até os dias de hoje.
Se epistemicamente antes não se conhecia os autores de contos populares como no livro 'atividades para o ensino da Língua Portuguesa' (DIAS, Ana Maria Ioiro, 2013) por ser dado ao empirismo o qual era a transmissão de conhecimentos apenas por oralidade, hoje os contos encontram-se cristalizados ao passarem ser escritos e assim transmitidos como ferramenta de ensino a própria língua portuguesa, como no supracitado livro.
Poder-se-ia afirmar que a epistêmica do conhecimento humano somente se tornou possível graças a escrita, pois na oralidade dados perdiam-se ou se distorciam, como a exemplo da teoria do telefone sem fio, uma brincadeira comum entre crianças. A epistêmica dá precisão ao conhecimento que sempre será cristalizado na escrita como forma de conduzir todo o mais.
Ou seja, ainda que a oralidade seja ensinada a exemplo dos contos, num meio escolar ou acadêmico sempre passará, hoje, pela escrita de modo mesmo as lendas e mitos perpetuados por contos populares passam a ser registrados a fim de estudos que levem a melhor compreensão deles.
Os contos trancosos quer sejam eles inventados ou não, perpetuam ideias vagas de uma realidade transmitida oralmente, de modo que o termo 'trancoso' serve para determinar a uma procedência por isso fantástica que confunde-se obviamente com o sobrenatural.
A escrita é o meio, mas mesmo no meio acadêmico é o ponto determinante da conclusão de uma investigação metódica como sua conclusão, das coletas de dados a opiniões delas extraídas.
Com a escrita tornou-se mais fácil o estudo da própria evolução da língua e melhor articular maneiras precisas de ensinar conseguindo detectar os mecanismos de como a língua evoluí ainda que normalmente por vias orais.
Autores
Gerson Machado de Avillez
Patrick Batista
Evandro de Andrade
Marinete Franklim
Referências Bibliográficas
DIAS, Ana Maria Iorio. Atividades para o Ensino da língua portuguesa: Vozes, 2013.
AVILLEZ, Gerson Machado. A Batalha das Palavras: Clube de Autores, 2014.
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