Assim como o surgimento da escrita definiu o fim de um período para a humanidade, especificamente da pré-história para a história, a escrita quando aprendida na infância determina o surgimento da época em que ela começa a ter um melhor apuro do mundo a seu redor, aprimorando sua linguagem e estabelecendo melhores vínculos com suas relações interpessoais:
"Não existem relatos ou vestígios de como surgiu a linguagem humana em todas suas matizes e troncos. O que temos ideia é que pela essencialidade de trocar informações surgiu a comunicação tendo por meio a linguagem. (...) Mesmo as mais simples palavras estruturadas de modo rítmico ganham poder de alcance pela poesia que a envolvem."
(AVILLEZ, 2014, p.5 e 5)
Em todo mundo a linguagem escrita tem um papel determinante na precisão de determinados conhecimentos que antes eram apenas transmitidos oralmente, e por isso distorciam-se ao longo dos anos o que favoreceu o surgimento de mitos e mesmo deuses. A linguagem registra não somente os fatos do período com relatos ricos em detalhes como elabora seus próprios conceitos do mundo. Tornando-se uma forma muito mais precisa e segura de transmitir o conhecimento não seria exagero afirmar que o analfabetismo relega seus pares a uma pré-história do conhecimento.
Mesmo para os antigos o que estava escrito era o determinante como o que era válido e definitivo, a exemplo da lei nos dias de hoje, o que se determina é o que está escrito, o que reflete tal importância no passado até os dias de hoje.
Se epistemicamente antes não se conhecia os autores de contos populares como no livro 'atividades para o ensino da Língua Portuguesa' (DIAS, Ana Maria Ioiro, 2013) por ser dado ao empirismo o qual era a transmissão de conhecimentos apenas por oralidade, hoje os contos encontram-se cristalizados ao passarem ser escritos e assim transmitidos como ferramenta de ensino a própria língua portuguesa, como no supracitado livro.
Poder-se-ia afirmar que a epistêmica do conhecimento humano somente se tornou possível graças a escrita, pois na oralidade dados perdiam-se ou se distorciam, como a exemplo da teoria do telefone sem fio, uma brincadeira comum entre crianças. A epistêmica dá precisão ao conhecimento que sempre será cristalizado na escrita como forma de conduzir todo o mais.
Ou seja, ainda que a oralidade seja ensinada a exemplo dos contos, num meio escolar ou acadêmico sempre passará, hoje, pela escrita de modo mesmo as lendas e mitos perpetuados por contos populares passam a ser registrados a fim de estudos que levem a melhor compreensão deles.
Os contos trancosos quer sejam eles inventados ou não, perpetuam ideias vagas de uma realidade transmitida oralmente, de modo que o termo 'trancoso' serve para determinar a uma procedência por isso fantástica que confunde-se obviamente com o sobrenatural.
A escrita é o meio, mas mesmo no meio acadêmico é o ponto determinante da conclusão de uma investigação metódica como sua conclusão, das coletas de dados a opiniões delas extraídas.
Com a escrita tornou-se mais fácil o estudo da própria evolução da língua e melhor articular maneiras precisas de ensinar conseguindo detectar os mecanismos de como a língua evoluí ainda que normalmente por vias orais.
Autores
Gerson Machado de Avillez
Patrick Batista
Evandro de Andrade
Marinete Franklim
Referências Bibliográficas
DIAS, Ana Maria Iorio. Atividades para o Ensino da língua portuguesa: Vozes, 2013.
AVILLEZ, Gerson Machado. A Batalha das Palavras: Clube de Autores, 2014.
muito maneiro o texto me ajudou com meu TCC
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